Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas, continuarei a escrever .

pensar é um ato. sentir é um fato. (Clarice Lispector)

O preço da guerra. Novembro 28, 2009

Arquivado em: Blues&poesia — Priscii @ 12:31 pm
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Uma criança acorda assustada no meio da noite, suor, calafrios, os pesadelos se tornavam a cada dia mais comuns. O medo de dormir sozinha. As luzes acesas já não surtiam efeito, as preces não confortavam.

Seus pesadelos eram frios demais para uma menina de seis anos, a cada noite mais tragédias, pessoas mortas, outras feridas, gritos de socorro, manchetes em em jornais, más notícias.

A vó ao ouvir o grito da neta, carinhosamente se achegou junto dela, tomou-a em seus braços e a acariciou, cantando uma canção de paz, esperança. Ouviu a neta sussurra-lhe a mesma pergunta:

- Quando a mamãe vai voltar?

Não houve resposta, a menina adormeceu.

- Bons sonhos.

 

o (X) da questão. Novembro 24, 2009

Com as novas mudanças no vestibular propostas pelo Ministério da Educação, muito tem sido discutido à respeito da eficiência do vestibular; além de ser uma prova extensa e cansativa, ela não é capaz de avaliar aquilo que o candidato realmente sabe, prova disso são as universidades cheias de estudantes deficientes em disciplinas (básicas) como Língua Portuguesa e Matemática, como se não bastasse, é evidente a alienação que ocorre entre boa parte destes, poucos estão a par da situação política, econômica e social.

Defendo a ideia de que para se conhecer a capacidade de um candidato não são necessárias mais que três questões. Acho interessante a iniciativa do novo ENEM, questões contextualizadas mostram o nível de informação da pessoa, o raciocínio, a análise, a leitura, entres outros aspectos.

Há alguns dias escrevi sobre o caso da estudante Geisy Arruda (não quero ser repetitiva, mas), analisando friamente toda a situação, acho que podem ser tiradas algumas lições do ocorrido, na realidade, o fato serviu para mostrar mais uma vez a deficiência na educação, seja ela de base ou superior.

Muitos alunos da Uniban deram entrevistas em defesa da universidade, e a cada entrevista ao invés de melhorar, apenas pioravam ainda mais a imagem da instituição, além dos erros grotescos de português, a total falta de educação e sensibilidade deixou bem clara a qualidade da educação, não só da Uniban, mas do Ensino Superior como um todo.

Eu me pergunto, como uma estudante que passou num vestibular não conseguiu acertar à nenhuma das seguintes questões:

1. Em que década foi inventada a minissaia?

2. Que metal radioativo é a principal fonte de energia nuclear?

3. O que está escrito na bandeira do estado de São Paulo?

4. As ilhas Galápagos pertencem a qual país?

5. Qual é o maior planeta do sistema solar?

Posso afirmar que se as mesmas questões fossem feitas aos alunos de outras universidades, boa parte teria o mesmo desempenho.

É a triste realidade. É preciso mais do que boas intenções e boas propostas para a melhoria da educação, é preciso investimento, não adianta gastar milhões num novo formato de vestibular se os alunos continuam saindo do Ensino Médio semi-analfabetos.

 

As questões acima foram retiradas do quadro CQTeste, do programa CQC, da rede Bandeirantes, o vídeo já está disponível no youtube para os interessados.

CQTeste com Geisy Arruda

 

sobre despedidas. Novembro 22, 2009

Arquivado em: Uncategorized — Priscii @ 3:37 am

Despedidas, por mais dolorosas que sejam, elas fazem parte da vida, e é preciso estar preparado porque podem surgir a qualquer momento.

 O fato é que cada vez que alguém passa por sua vida ela lhe deixa algo e leva algo de você, talvez por isso seja tão difícil deixar alguém partir, é uma parte de você.

 Já me achei  inconstante, por absorver manias, gostos, caras e bocas, outras vezes ri de satisfação ao me ouvir na fala de um amigo, me ver numa careta.

Posso contar nos dedos os dias que faltam para mais uma despedida, provavelmente a mais difícil, dessa vez a parte a ser tirada me parece bem maior. Com a despedida a incerteza, o medo. A incerteza do reencontro, o medo da perda. E se faltar assunto quando ligar? e se não estiver presente nos melhores momentos e se a saudade deixar de existir?  a amizade não for mais a mesma?

Só o tempo dirá…

 

stuff.. Novembro 22, 2009

Arquivado em: Fotografia, Minhas Neuras — Priscii @ 12:53 am

 The age at my next birthday.

 A place I’d like to travel to.

 

 My favorite place.

 My favorite food.

 

 My favorite pet.

 My favourite colour combination.

 My favourite piece of clothing.

 My all-time favourite song.

 My all-time favorite tv show.

 The town in which I live in.

               

 My first job.

 My dream job.

 A bad habit I have.

 My worst fear.

 The one thing I’d like to do before I die.

 

palavras. Novembro 20, 2009

Arquivado em: Blues&poesia, Fotografia — Priscii @ 9:58 pm

O ato de escrever pode ser descrito como um ritual: é aquele momento em que me sento sozinha, estralo os dedos, respiro fundo e entre um gole e outro, mergulho nesse maravilhoso (e misterioso) universo das palavras.

 

 

london Novembro 20, 2009

Arquivado em: Moda — Priscii @ 9:47 pm
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Com certeza eu não sairia por aí com uma calça dessa, mas gostei da combinação.

 

chove chuva.. Novembro 19, 2009

Arquivado em: Fotografia — Priscii @ 10:28 pm

chove sem parar…

 

(imagem da semana, pra dar uma refrescada)

;)

 

.diário. Novembro 10, 2009

Arquivado em: Blues&poesia — Priscii @ 11:10 pm

noteheart-7-blog_largeFinalmente tomara coragem de fazer algo que vinha adiando, remexer naquelas coisas seria como abrir as próprias feridas, feridas essas que vinha tentando curar sem muito sucesso. Era preciso seguir em frente e o primeiro passo era organizar todas aquelas lembranças, as roupas, os livros, os discos; não para afastar as memórias, mas sim tornar todo aquele processo menos doloroso, quem sabe até aceitável. Era necessário ser forte, não apenas por si mesma, que já não tinha forças, mas pelo presente que ele havia lhe deixado.

E foi ali em meio aos livros que encontrou um pequeno caderno encapado de fotos e trechos de músicas que ela conhecia de cor, tão delicado, tão dele. Se perguntou se devia violar aquele objeto secretamente guardado, mas de alguma forma sabia no íntimo que não era por acaso que havia encontrado.

Recolheu-se na cama, ainda vestida com uma de suas camisas, era uma forma de sentí-lo. Abriu o pequeno diário e logo na primeira página leu: “Para meu grande e eterno amor”, aquelas palavras foram como sussuros ao pé do ouvido, como um abraço num dia frio, se encolheu, incapaz de conter as lágrimas que finalmente caíam e num misto de amor e medo teve certeza de que aquilo não estava lá por acaso. Era seu.

Nas páginas do pequeno caderno encontrous as palavras e os versos que ele cuidadosamente lhe escrevera. Absorvida por eles, apenas se deixou levar…

 

[primeira parte aqui]

 

Uniban expulsa aluna que foi à aula de vestido curto. Novembro 8, 2009

Arquivado em: Coisas que acontecem — Priscii @ 7:19 pm
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sorry2

Hoje eu abri o C3 da Folha e me deparei com manchete acima (se você não esteve fora do planeta nas últimas duas semanas, deve saber do que se trata). Depois de todo o rebuliço causado, a Universidade decidiu expulsar a estudante Geisy Villa Nova Arruda, de 20 anos, alegando que houve “desrespeito à dignidade acadêmica e à moralidade” e ainda, que “foi constatado que a aluna provocou a situação, resultando na reação coletiva de defesa do ambiente escolar”, ou seja, é muito mais cômodo para a Universidade lavar as mãos e colocar a culpa na “vítima”.

Não defendo a postura da Geisy, ela errou no momento em que decidiu ir assistir às aulas com a mesma roupa que usaria para ir a uma balada, mas se a própria Universidade não estabelece normas em relação ao vestuário dos alunos, não há base para acusarem-na de ter quebrado uma norma da instituição, mas se existem normas relacionadas ao vestuário nas dependências da Universidade, então elas deviam ter sido colocadas em prática antes dela entrar na Universidade, o que não aconteceu.

Não se pode cair no erro de colocá-la num altar e chamá-la de santa, assim como também não se pode pregá-la numa cruz, fazendo com que pague por todos os erros da humanidade. Na minha opinião, ela foi apenas o bode expiatório de uma coisa bem maior, vítima de uma sociedade, hipócrita e (ainda) machista.

O que ocorre é uma troca de valores, as pessoas que apontam dizendo que a própria Geisy é culpada pelo que aconteceu, são as mesmas que culpam as vítimas de estupro pelo que lhes aconteceu.

O que revolta é a postura da Universidade, que vem sendo conivente com um ato de vandalismo dentro de suas dependências. Que tipo de valores estão sendo pregados num lugar assim? Que tipo de pessoas estão sendo formadas? E quanto à liberdade? O que vai acontecer com a próxima estudante que for de mini para aula, será apedrejada?

Ela não obteve proteção, que é direito de qualquer ser humano, foi agredida moralmente, humilhada em público e agora expulsa. Outras medidas poderiam ter sido tomadas como advertência e suspensão. E quanto aos alunos que (como selvagens) tentaram agredí-la? Bem, segundo a Universidade, cada caso será analisado, estes poderão ser suspensos. Agora eu me pergunto: quantas vezes não temos nossas casas invadidas em plena luz do dia por programas com mulheres seminuas? Quanto a isso não há revolta, então porque é tão incômodo o fato de uma universitária ir de vestido curto pra aula? Será que isso é tão ruim que chega a ser pior do que atentar contra a integridade física e moral de uma pessoa? A universidade se tornou algum tipo de sociedade secreta, que precise ser defendida?

E se ela fosse rica, filha de algum mega empresário, a história teria sido a mesma? Teria sido expulsa?

Reitero, não defendo e nem acuso a Geisy, ambas as partes erraram, mas pior é aquele que contra todas as evidências persiste no erro.

“A mesma sociedade moralista que grita a plenos pulmões: Viva à liberdade, é a mesma sociedade hipócrita que apedreja e condena a (tal) liberdade, para mim, Geisy é apenas mais uma Maria Madalena entre tantas outras”

 

.chuva Novembro 7, 2009

Arquivado em: Blues&poesia — Priscii @ 10:37 pm

 bogObservando a chuva escorrer pelos vidros da janela da sala, aquele gole de café lhe pareceu absurdamente amargo e a chuva, intensamente forte, infelizmente não o bastante pra carregar a dor  que a sufocava, nem tão pouco deixar cair as lágrimas guardadas em seus olhos. Já se passara um mês, para ela era como se tivessem passado apenas alguns minutos. De concreto apenas a certeza de que não amaria mais ninguém, não poderia. Na sala, agora tão vazia, ela ainda podia escutar as gargalhadas, sentir o perfume, ouvir os passos. Fechou os olhos, encolhida no sofá, apenas lutou para terminar seu café. Amargo.