Afinal de contas quem é que nunca passou por isso?

Fala sério, não é frustrante quando você vai a um lugar (geralmente lanchonetes de fast foods), pede algo que no cardápio parece extremamente apetitoso, porém ao abrir a caixinha: tcharã! SURPRESA, não era nada daquilo que estava na foto?! Propaganda enganosa. Na realidade, somos vítimas disso o tempo todo, nem é preciso ir a Mc (por exemplo), basta ir ao supermercado, fazer uma compra pela internet. Nunca vou me esquecer da triste experiência que tive com a lasanha de quatro queijos da Sadia. Sempre fui muito desconfiada desses alimentos “práticos” e congelados que pela embalagem, prometem maravilhas (mais ou menos como nos desenhos animados: “basta colocar a pílula no forno e você tem um banquete em 30 segundos”), mas após meses namorando aquela “bela” embalagem, decidi arriscar, eu estava de férias e sem a menor vontade de cozinhar. E lá fui eu, toda animada e com água na boca. A primeira surpresa foi com o tamanho da lasanha! Tudo bem, eu não conseguiria comer tudo mesmo, segui as instruções, coloquei no microondas e esperei. Gente, era mais fácil eu ter colocado borracha com queijo naquele microondas! Não consegui comer nada, a aparência era tão nojenta, o sabor, idem. Parei, olhei para a caixa e depois para a “lasanha”, o que me restava fazer? Respirei fundo, peguei a “lasanha”  e joguei no lixo. “Esse negócio de praticidade não é para mim” .Tomei coragem e decidi cozinhar, pelo menos aqui a propaganda não é enganosa! 😉

Família com “S”

Bem disse aquele comercial da Sadia, não somos parte de uma única família e sim de várias. Somos parte da família de casa, da família do colégio, da faculdade, da família do trabalho, do bairro, da igreja, do clube, da academia, das aulas de música, até da família do ônibus (vejam só)! E também daquela família que só vemos através desta tela, mas que nos parece tão real…

Em todo lugar, há sempre uma família, isso porque, o homem não é uma ilha, cada um traz consigo “um gancho” que encaixa em outro e em outro e outro e quando vemos, voilá, acabamos de criar uma nova família.

Confesso que para mim não há melhor momento para uma família do que sentar-se ao redor da mesa para comer e conversar. Para isso, não há preço, seja degustando “um amendoim” ou uma ceia, são momentos marcantes.

Em casa, nunca cultivamos muito o hábito de comer à mesa, uma pena, porque isso afeta muitas famílias, parece bobo, mas para muitos é o único momento em que todos têm tempo de sentar, ouvir e compartilhar. Pais dão atenção a seus filhos, filhos podem dialogar com os pais. É algo tão fundamental e marcante na formação de uma criança, no fortalecimento dos laços de afeto, além disso,  cria-se o hábito de comer bem (é cientificamente comprovado, comer assistindo Tv engorda).

E lembre-se aquela bela mesa de jantar não é apenas para fazer um charme, é um objeto de uso, além do que, não há nada melhor do que uma sala de jantar aconchegante para comer e conversar em família, seja ela qual for: a família de casa, a família do colégio, da faculdade…

Moda, e agora?

Essa não é a primeira e provavelmente não será a ultima vez que faço uma crítica (“destrutiva”) aos atuais padrões da moda. Para ser sincera, não acompanhei os desfiles das semanas de moda aqui no Brasil, mas ao fim de tudo, foi possível constatar a profunda falta de criatividade da maior parte dos estilistas. Tudo bem que “nada se cria,tudo se copia”, mas e a sutileza? Aquela parte onde você finge que é original?!

Apesar da grande maioria não perceber, moda não envolve apenas roupas, envolve política, economia, religião, e o efeito globalização está cada vez mais presente naquilo que nos é proposto.

A cada desfile vejo menos características propriamente brasileiras e cada

"Os delírios de consumo de Becky Bloom" recomendo.

 vez mais imitações daquilo que é feito lá fora. Cores opacas, cortes retos, roupas pesadas, que, convenhamos, nada tem a ver com o clima e com as curvas da mulher –  público alvo de campanhas- brasileira, apesar disso nós apenas engolimos e gastamos nosso precioso dinheirinho na ilusão de que temos personalidade. Você é o que você veste, e niguém melhor do que VOCÊ para decidir o que é tem ou não tem a ver com sua personalidade. É legal sim estar antenado (ninguém precisa viver dentro de uma bolha de plástico), desde que você não deixe  a moda tornar-se uma ditadura.

 Consideremos o fato de que os estilistas inspiram-se cada vez menos no Brasil ao fazer suas criações, então veremos que tudo não passa de política e dinheiro, uma forma de adquirirmos uma cultura que não nos pertence e enriquecermos uma minoria que não se importa conosco. Pense.

“comédia”da vida adulta.

Acordei assustada. O despertador tocou, levantei apressada, a comida desceu entalada. Tive  que sorrir para desconhecidos, desmarcar com os amigos e de repente, uma hora tornou-se tão pouco, as noites tediosas tão raras. alguém pode me lembrar como é sentir o prazer de desligar o despertador e dormir por mais cinco minutos?!

Talvez seja isso o que os homens chamam de responsabilidade…

BEM-VINDO à maturidade!

Teoria conspiratória ou devaneios?

Esta semana encontrei uma solução palpável para as dezenas de contas que tenho em sites, reuní-las em um único site, o meadiciona, então, enquanto fazia meu enésimo cadastro, parei e pensei o quão dependentes nos tornamos de toda essa tecnologia que realmente facilita nossa vida. Mas até que ponto ela é “confiável”? Colocamos nossos dados, compartilhamos fotos, será que alguém realmente sabe com o quê concorda ao aceitar os termos de uso?! Será que alguém se dá ao trabalho de lê-los (eu pelo menos não)? Além disso, será que toda essa tecnologia é infalível? Se a internet falhasse mundialmente, qual seria a proporção do caos causado? (Prefiro não pensar). Fico desesperada cada vez que entro no wordpress e ele está em manutenção (meus textos)! Prometi que salvaria todos eles no computador, mas quem garante que meu computador não vai pegar um vírus e não vou perder todas as informações armazenas?! Afinal, quem nunca passou por isso?!

Não controlamos nada, somos controlados por essa máquina que dita nossos horários, capaz de nos prender durante 24 horas, capaz de nos tornar sedentários ou compulsivos. Os filmes de ficção científica anunciam uma era em que as máquinas controlarão o mundo, posso afirmar que essa era já chegou. Desliguem as máquinas e o que temos? Um homem primitivo e incapaz. Por quê? Por que somos controlados por ela, em todas as áreas.

Se usarmos um pouco a razão, veremos que todos os sites têm como propósito expor nossa vida,eles querem saber o que estamos fazendo, para onde estamos indo, o que comemos ou lemos, e nós, satisfazemos a todas essas questões, felizes da vida por poder compartilhar com o mundo nossa vida particular. Essas informações ficam, se acumulam, você pode até não se lembrar… Um dia desses decidi pesquisar meu nome no google ( quem nunca fez isso?!), imaginem minha surpresa com a quantidade de páginas que nem me lembrava ter me cadastrado algum dia, e qualquer um tem acesso a isso!

Nos dias de hoje, quem é capaz de ler uma enciclopédia? A informação é instantânea, jogue no google e descubra. Veja bem, há uma grande diferença entre descobrir e aprender, a informação é tão rápida que mal somos capazes de absorvê-la.

E então a vida continua, são só alguns devaneios…

Chuva de verão.

Um novo ano costuma trazer esperanças de paz, amor, felicidade, sorte e tantas outras coisas que desejamos receber. É sempre um recomeço, uma oportunidade de errar menos, fazer novas escolhas, tomar novos rumos. A cada ano, um renovo.

Já pedi muitas coisas, fiz muitas promessas (que não cumpri) e já tracei metas (que não conclui), então decidi que este ano não hei de fazer promessas que sei que não vou cumprir e muito menos listas inacabáveis que, ao fim do ano só me trarão a frustração de não tê-las cumprido.

2010 começou mais tarde pra mim, num dia de chuva. O calor forte trouxe a chuva, sabe, dessas chuvas de verão? Lá no fundo, minha vontade era ir correndo e tomar aquele tão aguardado banho de chuva, quem sabe dançar, como eu havia prometido?! Mas não o fiz, simplesmente fiquei parada vendo-a cair pela janela, sentindo o frescor e recebendo seus pingos. Depois que ela passou, me perguntei o por quê. A questão não estava na chuva, ia além disso, o medo ou talvez o receio que sempre tive de viver, de agir, de rir alto quando quis, de chorar quando tive vontade, de dançar… Puxa, como lamentei ter perdido aquela chuva, como lamentei ter perdido dezoito anos e meio da minha vida. Foi então que percebi que meu ano precisava começar e diferente, prometi a mim mesma, em 2010 viver, não fugir dos desafios, ser quem sou, racionalizar menos, filosofar mais, e quando ela chegar, vou correndo me encharcar feito criança 😉

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