Vinte e 4 horas.

Esta quarta-feira, ou seja, em 24 horas o Congresso vai votar uma lei que propõe eliminar do processo eleitoral candidatos acusados de corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes sérios!
Essa é a chance de dar um passo gigante para acabar com a corrupção no Brasil. Porém, convencer os deputados a aprovarem esta lei não será fácil. Sendo ano de eleição, só vamos conseguir com uma mobilização popular massiva — assine a petição que será entregue ao Congresso, só leva 2 min!

Clique aqui e faça a sua parte. Faça a DIFERENÇA!

“Respeitável” público.

Respeitável público, o circo chegou e o espetáculo vai começar! E assim se resume o atual cenário político nacional, a um espetáculo de luzes e extravagâncias, com direito a pizzas, panetones, funcionários fantasmas, marionetes castelos, homens capazes de esconder quantidades absurdas de dinheiro dentro da cueca e da meia, ilusionismo, muita cara de pau e… palhaçadas, muitas por sinal. Só que enquanto os eleitores assistem a todo esse espetáculo, uns aplaudindo, outros se escandalizando, muitos se lixando, não percebem que ao contrário do que pensam, os palhaços aqui não são (mais) os políticos, eles deixaram de sê-lo no momento em que perceberam que a sociedade é burra e tão hipócrita quanto eles mesmos. Então porque continuar fazendo papel de palhaço se há milhões desempenhando esse papel com tamanha perfeição?


“Tenho medo disso que nos tornamos ou em que estamos nos transformando, achando bonita a ignorância eloquente, engraçado o cinismo bem vestido, interessante o banditismo arrojado, normal o abismo em cuja beira nos equilibramos – não malabaristas, mas palhaços.” (LUFT, L)

“As denúncias que assolam nosso cotidiano podem dar lugar a uma vontade de transformar o mundo só se nossa indignação não afetar o mundo inteiro. “Eles são TODOS corruptos” é um pensamento que serve apenas para “confirmar” a “integridade” de quem se indigna.

O lugar-comum sobre a corrupção generalizada não é uma armadilha para os corruptos: eles continuam iguais e livres, enquanto, fechados em casa, festejamos nossa esplendorosa retidão.

O dito lugar-comum é uma armadilha que amarra e imobiliza os mesmos que denunciam a imperfeição do mundo inteiro.” (CALLIGARIS, C)